Bem-vindos ao blog do curso de Letras da Faccat

Informação, interação e diálogo: são esses os motivos da criação deste blog. Aqui, os alunos de Letras da Faccat ficam informados dos últimos acontecimentos do curso: é um espaço para ver e ser visto!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Gostinho de formatura

Seguem fotos do almoço de confraternização, que aconteceu no dia 13/11, na Cantina do Lago, entre as formandas de 2010/2, as professoras homenageadas e a paraninfa.
Para registrar - e incentivar as turmas futuras: proporcionalmente, a turma de 2010 bateu recordes em "Aprovações com distinção":  15 trabalhos foram assim laureados. Parabéns!




E houve quem tivesse medo de subir na ponte... :)
  


As formandas, acompanhadas das professoras homenageadas e do professor Demétrio.


De pé: Ionara. Prof. Demétrio, Elisiane, Catilene, Magali. Sentadas: Karina, Profes Juliana, Luciane, Liane e Vera, Franciane e Caren.


sábado, 20 de novembro de 2010

Caça à inteligência


Segue texto intitulado "Caça à inteligência", publicado em Veja (17/11/10) acerca da pretensa proibição de "Caçadas de Pedrinho". Para ampliar as imagens, é só clicar sobre elas.




sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Projeto Itaú de incentivo à leitura

      O Itaú está com uma campanha de incentivo à leitura infantil,
por isso vai distribuir 8 milhões de livros. É só entrar no site e cadastrar, que
receberão em casa um kit com 4 exemplares, limitado a um kit por CPF. Para
quem tem filhos, sobrinhos, primos, netos, vizinhos e afins... é bem
legal!!! Quem não tem peça e doe! É só se cadastrar no site:

<http://www.lerfazcrescer.com.br/

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Para compartilhar: exploração do filme "Encantada" - por Jaqueline Flor, Rita Rigo, Rosmeri Marmit e Vera Nascimento, alunas do curso de pós-graduação em Metodologia do Ensino

Durante as aulas da disciplina Produção midiática para o público infanto-juvenil, abordou-se, entre outros assuntos, como explorar a linguagem fílmica em sala de aula. A partir disso, as alunas Rosmeri Marmitt, Jaqueline Flor, Rita Rigo e Vera Nascimento  elaboraram  a proposta que segue.

Produção midiática para o público infanto-juvenil

 FILME: “ENCANTADA”

Considerações:
A princesa, ao viver em Nova Iorque, nos dias atuais, passa a viver as sensações presentes em todos desse meio: frio, raiva e até mesmo tristeza que sente a partir da paixão por alguém real e bem diferente do príncipe encantado, de um conto de fada de onde a princesa veio.
O filme é uma releitura divertida e criativa dos contos de fada Branca de Neve, A Bela Adormecida, Cinderela, Rapunzel.

Proposta de trabalho com alunos de 6º ano (5ª série) a partir do filme: “Encantada”

Pré-leitura:
Distribuir aos alunos (em grupos) os contos de fada: Branca de Neve, A Bela Adormecida, Cinderela, Rapunzel e A gata Borralheira, para uma leitura e identificação dos elementos da narrativa: personagens, narrador, tempo, espaço, assim como a realização da análise das características físicas e psicológicas das personagens.    
Após esta atividade, cada grupo socializará suas conclusões com a turma.

Leitura:
A turma assistirá ao filme “Encantada”. Em seguida, retornaram aos grupos para elaborarem uma identificação das personagens do filme com as dos livros lidos.  Posteriormente, discutirão com o grande grupo o exercício realizado.
A turma será convidada a ler o texto “Dois Beijos, de Flavio de Souza (abaixo) e discutir a diferença entre esse texto e os contos de fadas lidos. Cada grupo realizará uma releitura do conto de fada trabalhado por eles e o apresentará à turma em forma de filme de curta-metragem. Nessa releitura deverá conter características da atualidade e/ou uma projeção futura da história.

Sugestão:
Sugerir aos alunos a leitura do livro “O fantástico mistério de Feiurinha”, de Pedro Bandeira.


RESUMO DO LIVRO:
O Fantástico Mistério de Feiurinha é um livro infanto-juvenil de 1986, do escritor brasileiro Pedro Bandeira.
O livro trata do desaparecimento de uma suposta princesa, chamada Feiurinha, e promove um reencontro entre as principais princesas dos contos de fadas: Cinderela, Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Bela Adormecida, Rapunzel e Bela, do conto "A Bela e a Fera". Todas, com exceção de Chapeuzinho vermelho, se encontram grávidas e prestes a completar 25 anos de casadas com seus respectivos príncipes encantados.
Há também espaço para a rivalidade entre princesas, que demonstram se preocupar mais com suas próprias histórias em determinados momentos. Porém, as diferenças se acabam quando todas têm o objetivo comum de resgatar a Princesa Feiurinha.
I. Leia o texto com atenção:

DOIS BEIJOS:
O príncipe desencantado

O primeiro beijo foi dado por um príncipe numa princesa que estava dormindo encantada há cem anos. Assim que foi beijada ela acordou e começou a falar:
PRINCESA – Muito obrigada querido príncipe. Você por acaso é solteiro?
PPRINCIPE – Sim, minha querida princesa.
PRINCESA – Então temos que nos casar, já! Você me beijou, e foi na boca, afinal de contas não fica bem, não é mesmo?
PRÍNCIPE – É ... querida princesa.
PRINCESA – Você tem um castelo, é claro.
PRÍNCIPE – Tenho... princesa.
PRINCESA – E quantos quartos tem o seu castelo, posso saber.
PRÍNCIPE – Trinta e seis.
PRINCESA – Só? Pequeno, hein! Mas não faz mal, depois a gente faz umas reformas... Deixa eu pensar quantas amas eu vou ter que contratar... Umas quarenta eu acho que dá!
PRÍNCIPE – Tantas assim?
PRINCESA – Ora, meu caro, você não espera que eu vá gastar as minhas unhas varrendo, lavando e passando, não é?
PRÍNCIPE – Mas quarenta amas!
PRINCESA – Ah, eu não quero nem saber. Eu não pedi para ninguém vir aqui me beijar, e já vou avisando que quero umas roupas novas, as minhas devem estar fora de moda; afinal passaram-se cem anos, não é mesmo? E quero uma carruagem de marfim, sapatinhos de cristal e... e... jóias, é claro! Eu quero anéis, pulseiras, colares, tiaras, coroas, cetros, pedras preciosas e discos de platina.
PRÍNCIPE – Mas eu não sou o rei das Arábias, sou apenas um príncipe...
PRINCESA – Não me venha com desculpas esfarrapadas! Eu estava aqui dormindo e você veio e me beijou e agora vai querer que eu ande por aí como uma gata borralheira? Não, não e não, e outra vez não e mais uma vez não!
Tanto a princesa falou que o príncipe se arrependeu de ter ido até lá e a beijado. Então teve uma idéia. Esperou a princesa ficar distraída se jogou sobre ela e deu outro beijo, bem forte a princesa caiu imediatamente em sono profundo, e dizem que até hoje ela está lá, adormecida. Parece que a noticia se espalhou, e os príncipes passam correndo pela frente do castelo onde ela dorme, assobiando e olhando para outro lado.
Flávio de Souza
II. Questões para serem discutidas
1) O que mais chamou a sua atenção no texto?
2) Em poucas palavras, reconte, oralmente, a história.
3) Você achou essa história engraçada? Por quê?
4) Que sentimento(s) a atitude da princesa ao acordar despertou no príncipe? Por quê?
5) O que nos faz lembrar a primeira frase do texto?
6) Por que o texto recebeu o subtítulo  "O príncipe desencantado"?
7) Você sabe o que é um conto de fadas? Explique.
8) Que características do texto o aproximam de um conto de fadas?
9) Que características da princesa dessa história a diferenciam das outras que você conheceu por meio dos contos de fadas?
10) Quantas vezes a princesa usou o verbo "querer" para se comunicar?
11) Na sua opinião:
a)  Por que a princesa fez tantos pedidos?
b) A princesa errou ao tomar essa atitude? Por quê?
c) Foi justo o que ocorreu com a princesa no final da história? Justifique.
12) Se você estivesse no lugar da princesa, o que pediria? Que "sonho de consumo" desejaria ver realizado? O que gostaria de ganhar?
13) Você sabe o que é ser ambicioso? Você acha que a princesa foi ambiciosa?
14) Você é uma pessoa ambiciosa? Quais as suas maiores ambições na vida?
15) Pense e responda:
a) Você acha que as pessoas mais felizes do mundo são aquelas que mais possuem bens materiais, como uma grande casa, um carro do ano, muito dinheiro em banco, etc.? Por quê?
b) O que precisamos consumir para sermos felizes?
c) Na sua opinião, qual é o bem mais precioso do mundo?
















sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Reportagem da Revista Época (08/11/10) sobre Monteiro Lobato

Para ampliação, é só clicar sobre cada imagem, facilitando a leitura.



Texto da revista Veja, de autoria de Lya Luft

Textos das alunas Vanessa Schneider e Micheli Braz

Faculdades Integradas de Taquara – FACCAT
Literatura Infanto-Juvenil
Acadêmicas: Micheli Macedo Braz – Pedagogia
                      Vanessa Karini Schneider – Letras

Comparação entre “Alice no país das maravilhas” e “Reinações de Narizinho”

Desde o título, ambas as obras nos remetem à fantasia. O que não pode ser feito no real, na fantasia é permitido criar à vontade. Tanto Alice quanto Narizinho buscam a quebra da monotonia com uma aventura que se dá através do encontro com dois animais, o peixe e o coelho, que conduzem ambas a outro mundo.

Enquanto Narizinho se envolve com a magia que encontra no novo mundo, Alice questiona o tempo todo, usando sempre a razão, como se sua consciência a chamasse para retornar à realidade.
Em  “Alice no país das maravilhas”, a Rainha faz o papel de destruidora dos sonhos, das ilusões. Já em “Reinações de Narizinho”, é a Carochinha que tenta deixar as coisas como sempre foram, sem muita magia. Nesse ponto da obra lobatiana, também se percebe a crítica feita às produções literárias destinadas ao público infantil, que eram histórias “emboloradas”.

Nas duas histórias, há elementos mágicos. Narizinho passa a conhecer as pílulas de Dr. Caramujo, as quais são a solução para tudo, inclusive para Emília, que começa a falar após ingerir uma delas. Alice, por sua vez, encontra no país das maravilhas elementos que a fazem crescer ou diminuir de tamanho.

Percebemos também que a água presente nas duas histórias nos remete à emoção, no caso de Alice. Já para Narizinho a água representa vida nova, pois ao cair no Reino das Águas Claras, ela se depara com um mundo totalmente novo.

As obras tratam de um certo amadurecimento, uma vez que  tanto Narizinho quanto Alice fazem a passagem da infância para adolescência. A primeira amadurece, mas mantém a alma infantil; já a segunda, a cada questionamento desenvolve mais maturidade.

Carroll e Lobato estruturam suas obras em sonhos, pois neles podemos ser e
fazer o que quisermos, sem nos preocuparmos com certo e errado, pode e não pode, apenas deixar a imaginação fluir. No entanto, Lobato optou por modificar o final original de sua história: o Reino das Águas Claras deixa de ser um sonho, aproximando ainda mais ficção e realidade.