Bem-vindos ao blog do curso de Letras da Faccat

Informação, interação e diálogo: são esses os motivos da criação deste blog. Aqui, os alunos de Letras da Faccat ficam informados dos últimos acontecimentos do curso: é um espaço para ver e ser visto!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Socializando planos de aula II

Segue mais um plano orientado pela prof. Daiana, também de autoria da aluna Liziane Spohr

FACCAT – Faculdades de Taquara
Nome: Liziane Giovana Spohr
Disciplina: Estágio Supervisionado do Ensino Fundamental II
Professora: Daiana Campani  de Castilhos

PLANO PARA A AULA 4
Série: 7º ano, 6ª série
Data: 11 de junho de 2010
Carga horária: 4 períodos (das 7h 20min às 11h 20min)
Assunto: texto “O grande mistério” de Sérgio Porto
Objetivos:
·        Despertar o sentido do olfato, através da brincadeira “Adivinha que cheiro é esse”, para preparar-se para a leitura do texto.
·        Ler o texto “O grande mistério”, de Sérgio Porto, para construir o sentido proposto pelo autor.
·        Responder a questões de interpretação do texto “O grande mistério”, para aprimorar a compreensão de textos.
·        Produzir um texto para desenvolver a criação literária e melhorar a produção de textos.
Metodologia: brincadeira “Adivinha que cheiro é esse?”; aula expositiva e dialogada; pesquisa em dicionários, produção textual
Recursos: diversos recipientes com diferentes tipos de substâncias, fotocópias do texto e das atividades

Atividade de motivação:
Brincadeira: “Adivinha que cheiro é esse?”
·        Levar diversos recipientes com diferentes tipos de substâncias para a sala de aula.
·        Escolher alguns alunos para participarem da atividade.
·        Vendar os olhos desse aluno.
·        Aproximar um dos recipientes ao seu nariz para que cheire.
·        O aluno deverá acertar que cheiro é aquele.
·        Assim sucessivamente, até que todas as substâncias tenham sido cheiradas e todos os alunos escolhidos tenham participado da brincadeira.

Atividade de pré-leitura:
·        Alguém da turma, quando era menor, já aprontou alguma “arte” bem séria, que tenha levado certo tempo para os pais descobrirem?
·        Que arte foi esta?
·        Como foi descoberta?
·        O que aconteceu depois?

Leitura do texto e estudo do vocabulário:
·        Ler o texto com os alunos.
·        Procurar o significado das palavras desconhecidas.
·        Conversar com os alunos sobre os significados dessas palavras no texto.

Atividades de interpretação:       
1.    Enumere as ações de acordo com a ordem em que elas aparecem no texto:
a.    (   5    ) A mulher, enlouquecida, joga seus perfumes franceses no chão da sala.
b.    (   2    ) O marido ameaça despedir a criadagem.
c.    (   6    ) A família descobre de onde vem o odor.
d.    (    1   ) A família percebe um cheiro estranho na sala.
e.    (   4    ) A copeira e o chofer enceram o chão.
f.     (   3    ) A criadagem conversa, tentando achar uma solução para o caso.

2.    Qual foi a primeira suspeita para o odor da sala? Justifique sua resposta com uma frase do texto:
 Logo que o cheiro apareceu, pensaram que ele vinha de um sufflé de camarão que eles teriam para o jantar.

3.      Complete os quadros abaixo com as tentativas dos personagens para acabar com o mau cheiro:
Os patrões chamaram a arrumadeira às falas
Os empregados passaram cera e enceraram o chão
A patroa jogou perfume francês no tapete


4.    Explique o sentido da seguinte frase no texto (linha 22): “... mas ver, somente, porque o cheiro era de morte...”
Essa frase quer dizer que a sala estava linda, limpa, com um aspecto muito agradável aos olhos, porém estava cheirando mal. Ou seja, agradava aos olhos, mas não agradava ao nariz.

5.   Explique o porquê da afirmação da copeira de que a patroa tenha apelado para a ignorância (linha 38):
 No entendimento da copeira, a patroa apelou para ignorância, pois, segundo ela, seria demais jogar perfumes franceses no tapete da sala, tendo em vista o preço que eles custam.

6. Pelo sentido do texto, é possível perceber o que sejam “Carven, Patou, Fath, Schiaparelli, Balenciaga, Piguet” (linha 41)? O que você acredita que sejam?
É possível compreender pelo próprio texto o que significam essas palavras: são marcas de perfumes importados e caríssimos.

7.    Explique o que se pode perceber sobre o comportamento da patroa a partir da expressão “contrariando seus hábitos” (linha 34):
Sobre o comportamento da patroa, essa expressão indica que ela não estava acostumada a ter atitudes como essa. Conforme segue o texto, “contrariando seus hábitos, tomou uma atitude”. Essa afirmação dá a entender que ela jamais toma atitude alguma, é mesmo uma “madame”.
8.    De quem era a “culpa” pelo mau cheiro? Por que ela confessou?
 A culpa pelo mau cheiro era da filhinha do casal, Giselinha, que tem 3 anos. Ela confessou após o pai pressioná-la.

9.    Explique o sentido da frase dentro do texto “não fazer mais na jarra, é lógico” (linha 55):
 Essa frase significa que a garotinha prometeu não fazer mais na jarra, mas aquilo que ela fez, inevitavelmente, terá de continuar fazendo.

10. Qual a relação que existe entre o título e a história do texto?
A relação que existe entre o título e a história é que o mau cheiro que as personagens sentiam era um “grande mistério”, visto que nenhum deles sabia dizer de onde vinha o cheiro.


Propostas de Produção textual:

Proposta 1: 
Crie um final diferente para essa história, em que as personagens descubram que o cheiro venha de outro lugar.
  
Proposta 2: 
Conte uma “arte” que você tenha aprontado quando criança, ou invente uma história em que uma criança aprontou alguma para a família.

EMEF Machado de Assis – Português – Prof. Liziane Spohr
O Grande Mistério
Stanislaw Ponte Preta(Sérgio Porto)

         Há dias já que buscavam uma explicação para os odores esquisitos que vinham da sala de visitas. Primeiro houve um erro de interpretação: o quase imperceptível cheiro foi tomado como sendo de camarão. No dia em que as pessoas da casa notaram que a sala fedia, havia um soufflé de camarão para o jantar. Daí...
         Mas comeu-se o camarão, que inclusive foi elogiado pelas visitas, jogaram as sobras na lata do lixo e — coisa estranha — no dia seguinte a sala cheirava pior.
Talvez alguém não gostasse de camarão e, por cerimônia, embora isso não se use, jogasse a sua porção debaixo da mesa. Ventilada a hipótese, os empregados espiaram e encontraram apenas um pedaço de pão e uma boneca de perna quebrada, que Giselinha esquecera ali. E como ambos os achados eram inodoros, o mistério persistiu.
Os patrões chamaram a arrumadeira às falas. Que era um absurdo, que não podia continuar, que isso, que aquilo. Tachada de desleixada, a arrumadeira caprichou na limpeza. Varreu tudo, espanou, esfregou e... nada. Vinte e quatro horas depois, a coisa continuava. Se modificação houvera,fora para um cheiro mais ativo.
À noite, quando o dono da casa chegou, passou uma espinafração geral e, vítima da leitura dos jornais, que folheara no lotação, chegou até a citar a Constituição na defesa de seus interesses.
         — Se eu pago empregadas para lavar, passar, limpar, cozinhar, arrumar e ama-secar, tenho o direito de exigir alguma coisa. Não pretendo que a sala de visitas seja um jasmineiro, mas feder também não. Ou sai o cheiro ou saem os empregados.
         Reunida na cozinha, a criadagem confabulava. Os debates eram apaixonados, mas num ponto todos concordavam: ninguém tinha culpa. A sala estava um brinco; dava até gosto ver. Mas ver, somente, porque o cheiro era de morte.
Então alguém propôs encerar. Quem sabe uma passada de cera no assoalho não iria melhorar a situação?
--  Isso mesmo — aprovou a maioria, satisfeita por ter encontrado uma fórmula capaz de combater o mal que ameaçava seu salário.
Pela manhã, ainda ninguém se levantara, e já a copeira e o chofer enceravam sofregamente, a quatro mãos. Quando os patrões desceram para o café, o assoalho brilhava. O cheiro da cera predominava, mas o misterioso odor, que há dias intrigava a todos, persistia, a uma respirada mais forte.
         Apenas uma questão de tempo. Com o passar das horas, o cheiro da cera — como era normal — diminuía, enquanto o outro, o misterioso — estranhamente, aumentava. Pouco a pouco reinaria novamente, para desespero geral de empregados e empregadores.
A patroa, enfim, contrariando os seus hábitos, tomou uma atitude: desceu do alto do seu grã-finismo com as armas de que dispunha, e com tal espírito de sacrifício que resolveu gastar os seus perfumes. Quando ela anunciou que derramaria perfume francês no tapete, a arrumadeira comentou com a copeira:
— Madame apelou para a ignorância.
E salpicada que foi, a sala recendeu.A sorte estava lançada. Madame esbanjou suas essências com uma altivez digna de uma rainha a caminho do cadafalso. Seria o prestigio e a experiência de Carven, Patou, Fath, Schiaparelli, Balenciaga, Piguet e outros menores, contra a ignóbil catinga.
         Na hora do jantar a alegria era geral. Não restavam dúvidas de que o cheiro enjoativo daquele coquetel de perfumes era impróprio para uma sala de visitas, mas ninguém poderia deixar de concordar que aquele era preferível ao outro, finalmente vencido.
Mas eis que o patrão, a horas mortas, acordou com sede. Levantou-se cauteloso, para não acordar ninguém, e desceu as escadas, rumo à geladeira. Ia ainda a meio caminho quando sentiu que o exército de perfumistas franceses fora derrotado. O barulho que fez daria para acordar um quarteirão,quanto mais os da casa, os pobres moradores daquela casa, despertados violentamente , e que não precisavam perguntar nada para perceberem o que se passava. Bastou respirar.
         Hoje pela manhã, finalmente, após buscas desesperadas, uma das empregadas localizou o cheiro. Estava dentro de uma jarra, uma bela jarra, orgulho da família, pois tratava-se de peça raríssima,da dinastia Ming.
Apertada pelo interrogatório paterno Giselinha confessou-se culpada e, na inocência dos seus 3anos, prometeu não fazer mais.
Não fazer mais na jarra, é lógico.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Socializando planos de aula

Vamos usar este espaço para também socializar as diversas produções de nossos alunos, mostrando seus talentos. Para começar com pé direito, segue um plano de aula elaborado pela acadêmica Liziane Spohr, son orientação da Prof.a Daiana Campani, na disciplina de Estágio Supervisionado do Ensino Fundamental II.

FACCAT – Faculdades de Taquara
Nome: Liziane Giovana Spohr
Disciplina: Estágio Supervisionado do Ensino Fundamental II
Professora: Daiana Campani  de Castilhos

PLANO PARA A AULA 1
Série: 7º ano, 6ª série
Data: 21 de maio de 2010
Carga horária: 4 períodos (das 7h 20min às 11h 20min)
Assunto: Conhecendo Sérgio Porto – Stanislaw Ponte Preta
Objetivos:
·         Realizar atividade de socialização, para que os alunos conheçam a professora.
·         Conhecer o autor Sérgio Porto, para ampliar os conhecimentos sobre literatura.
·         Estudar o texto “História de um nome”, para conhecer um dos textos do autor e aprimorar a interpretação de textos.
·         Produzir um texto, para aprimorar o uso da língua nas situações de comunicação.
Metodologia: aula expositiva e dialogada; pesquisa em dicionários, momento de leitura,
Recursos: revistas, cola, tesoura, dicionários, livros para o momento de leitura

Atividade de socialização e motivação:
1.     “Identidade: cada um tem a sua”: os alunos deverão fazer uma composição, com recortes de revista colados em uma folha de ofício, em que esteja representada a sua personalidade, seus gostos, hobbies e etc.
2.    Apresentação: as identidades serão trocadas entre os alunos da turma e cada um deverá interpretar o que foi representado pelo colega e apresentá-lo.
 Atividade de pré-leitura:
1.    Existem nomes comuns e nomes diferentes?
2.    Você conhece alguém que tenha um nome diferente?
3.    Qual a história ou motivo desses nomes diferentes?

Leitura do texto e estudo do vocabulário:
1.    Ler o texto com os alunos.
2.    Procurar o significado das palavras desconhecidas.
3.    Conversar com os alunos sobre os significados dessas palavras no texto.
Atividades de interpretação:
Enumere as frases de acordo com a ordem em que elas aparecem no texto:
1.       (   5    )”...  Acreditava, inclusive, que aquilo era castigo de Deus, por causa da idéia do marido de botar aqueles nomes nos garotos...”
2.       (   1    ) “... É verdade que Vovó não tinha nada contra os joões, paulos, mários, odetes e — vá lá — fidélis...”
3.       (   6    ) “... em vez de receber somente o nome suave de Maria, a garotinha foi registrada, no livro da paróquia, após a cerimônia batismal, como Errata Maria da Veiga...”
4.       (    3   ) “...’Seu’ Veiga, amante de boa leitura e cuja cachaça era colecionar livros, embora colecionasse também filhos...”
5.       (    2   ) “... Jamais perdoou a um velho amigo seu — o "Seu" Wagner — porque se casara com uma senhora chamada Emília, muito respeitável...”
6.       (   4    ) “... Tomo era um bom extrema-direita e Prefácio pegou o vício do pai - vivia comprando livros...”

Responda:
1.       O texto, na linha 2, fala de um camarada “que tem físico de mastodonte”.
a.       O que significa ter físico de mastodonte?
Ter físico de mastodonte significa ser grande, ter um corpo enorme. Mastodonte é um fóssil grande de uma espécie de elefante.
b.      Como esse sujeito se chama no texto, segundo o narrador?
Na realidade, segundo o narrador, esse sujeito chama-se “Mimoso”.
c.       Explique o motivo de esse nome causar estranheza:
 Seria estranho alguém grande ter o nome de Mimoso, pois esse nome é delicado demais para uma pessoa enorme e forte. São opostos. Não combinam.
d.        Como esse sujeito poderia se chamar?
Resposta pessoal.

2.       A avó paterna do narrador dizia que “Gente honesta, se for homem deve ser José, se for mulher, deve ser Maria!”.
a.       Segundo essa afirmação, qual a opinião dela sobre os demais nomes?
Segundo essa afirmação da avó paterna do narrador, percebe-se que ela acha então que quem não se chamar Maria ou José não é honesto.
b.      No entanto, na continuação do texto, há a seguinte afirmação “... É verdade que Vovó não tinha nada contra os joões, paulos, mários, odetes e — vá lá — fidélis...”. Explique então qual era a verdadeira implicância dela:
A verdadeira implicância dela é com os nomes inventados. Ela acha que as pessoas devem ter nomes normais.

3.       Explique qual é a origem do nome “Wagem” no texto:
 O nome Wagem é a junção do “Wag” de Wagner, que era o nome do pai, com “em”, que vem do nome da mãe: Emília.

4.       A frase “... deixemos de lado as birras de minha avó — velhinha que Deus tenha, em Sua santa glória...” deixa claro que hoje essa senhora está _________morta_____________________.

5.       Explique qual a relação entre o significado dos nomes e a ordem em que nasceram os filhos Prefácio e Epílogo:
Prefácio recebeu esse nome, pois é o primeiro filho do “Seu” Veiga, visto que significa “comentário ou apresentação que antecede e integra um livro”. Já Epílogo recebeu esse nome por ser o último filho do casal (isso, claro, o que eles achavam que seria o último, pois depois dele veio a Errata), e significa a parte final de um livro, a conclusão. 

6.       No 6º parágrafo, há a descrição de algumas características de alguns filhos do “Seu” Veiga. No quadro abaixo, coloque o nome do filho e a principal característica atribuída a ele: 

Nome do filho
Característica
 Capítulo
Sabe confeccionar balões e papagaios como ninguém
 Tomo
Era um ótimo extrema-direita
Prefácio
Vivia comprando livros

  
7.       Explique a piada feita pelo pai do narrador “— Vai levar a biblioteca para o banho?”:
O pai do narrador fez essa piada, pois todos os filhos estavam indo para a praia com o pai e, como todos têm nomes relacionados a livros, o conjunto de todos eles seria uma biblioteca.

8.       A palavra “queimado”, linha 35, pode ser entendida de 2 maneiras. Identifique quais maneiras são essas:
A palavra “queimado” pode ser entendida de duas maneiras no texto: “Seu” Veiga ficou queimado do sol que pegou na praia; ou “Seu” Veiga ficou queimado de bravo que estava com a piada feita pelo pai do narrador.

9.       Qual o motivo do desejo da mãe de chamar sua filha de Maria?
A mãe queria chamar a filha de Maria para que um de seus filhos tivesse um nome comum e não sofresse com as gozações que os outros sofriam. Ela não concordava com a mania do marido.
 10.   Explique por que a menina recebeu o nome de Errata:
A menina recebeu o nome de Errata, pois “Seu” Veiga não queria mais ter filhos, pois já não havia mais palavras relacionadas aos livros para nomeá-los, visto que “errata” consiste em uma lista de erros e sua correção que se acrescenta ao final de um livro.

11.   Qual o sentido da última frase do texto “... Estava cumprida a promessa de Dona Odete, estava de pé a mania de "Seu" Veiga.” Explique como que os dois ficaram satisfeitos:
Os dois ficaram satisfeitos, pois “Seu” Veiga chamou a filha de Errata, que está relacionado aos livros e, assim, manteve sua mania, e Dona Odete cumpriu sua promessa de que, se ainda tivesse uma filha, a chamaria de Maria.

12.   Pode-se perceber que o texto é dividido em 2 partes. Uma em que o narrador apenas fala sobre o assunto, apresentando-o e outra em que ele conta uma história.
a.       Que parágrafos correspondem à 1ª parte?
A 1ª parte do texto, em que o narrador apenas fala sobre o assunto nomes diferentes, é composta dos parágrafos 1, 2, 3 e 4.
b.      Que parágrafos correspondem à 2ª parte?
Os parágrafos 5, 6, 7, 8, 9 e 10 são aqueles em que ele conta a história do “Seu” Veiga.
c.       Explique qual a relação entre essas 2 partes do texto:
A relação entre as duas partes é que, na 1ª, o autor, de certa forma, prepara o leitor para contar a história, é como se fosse uma introdução. E, na 2ª parte, ele conta a história.

13.   Você gosta do seu nome? Por quê?
Resposta pessoal


Conhecendo o autor:
Ler o texto com informações sobre a vida do autor e conversar sobre o assunto.

Atividades de Produção Textual
Escolha uma das propostas abaixo e escreva um texto de aproximadamente 15 linhas
PROPOSTA 1:
Escreva um pequeno texto em que você conte qual a origem do seu nome.
PROPOSTA 2:
Invente uma história em que o personagem principal tenha um nome bem diferente e conte um episódio em que ele tenha tido algum “problema” devido ao seu nome.





















EMEF Machado de Assis – Português – Prof. Liziane Spohr
História de um Nome
         No capítulo dos nomes difíceis têm acontecido coisas das mais pitorescas. Ou é um camarada chamado Mimoso, que tem físico de mastodonte, ou é um sujeito fraquinho e insignificante chamado Hércules. Os nomes difíceis, principalmente os nomes tirados de adjetivos condizentes com seus portadores,são raríssimos, e é por isso que minha avó a paterna – dizia:
         — Gente honesta, se for homem deve ser José, se for mulher, deve ser Maria!
         É verdade que Vovó não tinha nada contra os joões, paulos, mários, odetes e — vá lá — fidélis. A sua implicância era, sobretudo, com nomes inventados, comemorativos de um acontecimento qualquer, como era o caso, muito citado por ela, de uma tal Dona Holofotina, batizada no dia em que inauguraram a luz elétrica na rua em que a família morava.
Acrescente-se também que Vovó não mantinha relações com pessoas de nomes tirados metade da mãe e metade do pai. Jamais perdoou a um velho amigo seu — o "Seu" Wagner — porque se casara com uma senhora chamada Emília, muito respeitável, aliás, mas que tivera o mau-gosto de convencer o marido de batizar o primeiro filho com o nome leguminoso de Wagem — "wag" de Wagner e "em" de Emília. É verdade que a vagem comum, crua ou ensopada, será sempre com "v", enquanto o filho de "Seu" Wagner herdara o "w" do pai. Mas isso não tinha nenhuma importância: a consoante não era um detalhe bastante forte para impedir o risinho gozador de todos aqueles que eram apresentados ao menino Wagem.
         Mas deixemos de lado as birras de minha avó — velhinha que Deus tenha, em Sua santa glória — e passemos ao estranho caso da família Veiga, que morava pertinho de nossa casa, em tempos idos.
         "Seu" Veiga, amante de boa leitura e cuja cachaça era colecionar livros, embora colecionasse também filhos, talvez com a mesma paixão, levou sua mania ao extremo de batizar os rebentos com nomes que tivessem relação com livros. Assim, o mais velho chamou-se Prefácio da Veiga; o segundo, Prólogo; o terceiro, Índice e, sucessivamente, foram nascendo o Tomo, o Capítulo e, por fim, Epílogo da Veiga, caçula do casal.
         Lembro-me bem dos filhos de "Seu" Veiga, todos excelentes rapazes, principalmente o Capítulo, sujeito prendado na confecção de balões e papagaios. Até hoje (é verdade que não me tenho dedicado muito na busca) não encontrei ninguém que fizesse um papagaio tão bem quanto Capítulo. Nem balões. Tomo era um bom extrema-direita e Prefácio pegou o vício do pai - vivia comprando livros. Era, aliás, o filho querido de "Seu" Veiga, pai extremoso, que não admitia piadas. Não tinha o menor senso de humor. Certa vez ficou mesmo de relações estremecidas com meu pai, por causa de uma brincadeira. "Seu" Veiga ia passando pela nossa porta, levando a família para o banho de mar. Iam todos armados de barracas de praia, toalhas etc. Papai estava na janela e, ao saudá-lo,fez a graça:
         — Vai levar a biblioteca para o banho? "Seu" Veiga ficou queimado durante muito tempo.
         Dona Odete — por alcunha "A Estante" — mãe dos meninos, sofria o desgosto de ter tantos filhos homens e não ter uma menina "para me fazer companhia" - como costumava dizer. Acreditava, inclusive, que aquilo era castigo de Deus, por causa da idéia do marido de botar aqueles nomes nos garotos. Por isso, fez uma promessa: se ainda tivesse uma menina, havia de chamá-la Maria.
         As esperanças já estavam quase perdidas. Epílogozinho já tinha oito anos, quando a vontade de Dona Odete tornou-se uma bela realidade, pesando cinco quilos e mamando uma enormidade. Os vizinhos comentaram que "Seu" Veiga não gostou, ainda que se conformasse, com a vinda de mais um herdeiro, só porque já lhe faltavam palavras relacionadas a livros para denominar a criança.
Só meses depois, na hora do batizado, o pai foi informado da antiga promessa. Ficou furioso com a mulher, esbravejou, bufou, mas — bom católico — acabou concordando em parte. E assim, em vez de receber somente o nome suave de Maria, a garotinha foi registrada, no livro da paróquia, após a cerimônia batismal, como Errata Maria da Veiga.
         Estava cumprida a promessa de Dona Odete, estava de pé a mania de "Seu" Veiga.
                                               STANISLAW PONTE PRETA
Texto extraído do livro "A Casa Demolida", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1963, pág. 175.





Sérgio Marcus Rangel Porto (Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 1923 — Rio de Janeiro, 30 de setembro de 1968) foi um cronista, escritor, radialista e compositor brasileiro. Era mais conhecido por seu pseudônimo Stanislaw Ponte Preta.

Biografia
Sérgio começou sua carreira jornalística no final dos anos 40, atuando em publicações como as revistas Sombra e Manchete e os jornais Última Hora, Tribuna da Imprensa e Diário Carioca. Nesse mesmo período Tomás Santa Rosa também atuava em vários jornais e boletins como ilustrador. Foi aí que surgiu o personagem Stanislaw Ponte Preta e suas crônicas satíricas e críticas, uma criação de Sérgio juntamente com Santa Rosa - o primeiro ilustrador do personagem. Também contribuiu com publicações sobre música e escreveu shows musicais, além de compor a música "Samba do Crioulo Doido" para o teatro.
Conhecedor de Música Popular Brasileira e jazz, ele definia a verdadeira MPB pela sigla MPBB - Música Popular Bem Brasileira. Tinha um admirável senso de humor e sua aparência de homem sisudo escondia um intelectual peculiar capaz de fazer piadas corrosivas contra a ditadura militar e o moralismo social vigente, que fazem parte do FEBEAPÁ - Festival de Besteiras que Assola o País, uma de suas maiores criações.
Sua jornada diária nunca era inferior a 15 horas de trabalho. Escrevia para o rádio, para a TV, onde chegou a apresentar programas, e também para revistas e jornais, além de idealizar seus livros. O excesso de obrigações seria demais para o cardíaco Sérgio Porto, que morreu de infarto aos 45 anos de idade.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Professora do curso de Letras participa de coletânea de contos

A professora Luciane Raupp participou com 4 contos da coletânea  "40", título que comemora a quadragésima edição da Oficina de Criação Literária da PUCRS, ministrada pelo escritor e professor Luiz Antônio de Assis Brasil. A edição também marca os 25 anos de atividade ininterrupta da oficina, feito inédito no país.
Seguem fotos do lançamento, que ocorreu no dia 11/09, na livraria Saraiva, em Porto Alegre.
Liane Muller, Luciane Raupp e Juliana Strecker

Luciane com Juliana, sua colega, amiga e incentivadora.

A professora com seu Mestre, Luiz Antônio de Assis Brasil.

Mostra de Iniciação Científica - 16 de outubro

Prestigie os colegas de Letras na Mostra de Iniciação Científica, no dia 16/10, a partir das 8h. Os trabalhos são os seguintes:

Representações do gaúcho através dos contos de Simões Lopes NetoAutora: Marivane Pereira Klippel
Orientadora: Luciane Wagner Raupp

Capitão Rodrigo Severo Cambará e analista de Bagé: duas representações da figura do “gaúcho”Autora: Simone da Silva Reis
Orientadora: Liane Filomena Müller

Os advérbios nos gêneros do discurso: uma estratégia argumentativa na enunciaçãoAutora: Kelly Barbosa
Orientadora: Liane Filomena Müller

RPG (Role Playng Game) e educaçãoAutor: Alessandro Jean Loro
Orientadora: Liane Filomena Müller

Os super-heróis das histórias em quadrinhosAutora: Silvani Jussenara Freitag Araújo
Orientadora: Luciane Maria Wagner Raupp

Emília faz escola: traços e rabiscos da boneca lobatiana em obras de Pedro BandeiraAutora: Franciane da Silva Boff
Orientadora: Luciane Maria Wagner Raupp

Conexão Faccat - 20 e 21 de outubro - Participe!!!

Mais uma edição do Conexão Faccat acontecerá nos dias 20 e 21 de outubro. O objetivo é divulgar os cursos da Faccat aos vestibulandos, mostrando nossos talentos. Do curso de Letras, os alunos com participação já confirmada são Karina Santos, Tiago Mossmann, Bruno Mazzolini, Marivane Klipel, Luciane Machado, Amanda Vargas, Carolina Müller e Catilene Müller. Estamos aguardando novas adesões! A próxima reunião de planejamento será no dia 16/10, às 11h, na coordenação de Letras.


Conexão Faccat 2009. Da esquerda para direita: Tiago, Luciane, Juliana, Gisele , Franciane, Carolina (atrás) e Caren.


Tenda dos Milagres - 13, 14 e 16 de outubro

Tenda dos milagres - troca de livros

O milagre da multiplicação da leitura!
Sabe aquele livro esquecido na estante?
Traga e troque por outro que possa lhe despertar interesse: romances, contos, ficção, livros técnicos: vale tudo!

Datas: 13, 14 e 16 de outubro
Horário: 20h30min às 21h30min (quarta e quinta-feira) e das 11h às 13h (no sábado).
Promoção: Centro de Arte e Cultura e Curso de Letras - Faccat